❝E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar
Eu cuidarei dele
Eu vou cuidar do seu jardim
Eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar
E de você e de mim.
❝Apenas seguir em frente. Primeiro, porque nenhum amor deve ser mendigado. Segundo, porque todo amor deve ser recíproco.
❝É lenta e quase não fala. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto.
❝Se eu te pudesse dizer
O que nunca te direi
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei
❝Ninguém me ouve quando eu grito, então comecei a sussurrar para as paredes “te amo te amo te amo te amo” e até elas me mandaram calar a boca porque eu falo demais. Eu sei, eu sei, eu falo demais, me desculpa por ter a língua grande e uma cabeça tagarela. É que eu achava que sabia de tudo e que sabia de todas as coisas, o que é bem diferente. Mas quanto eu mais eu sabia, menos eu sabia entende? Então, eu nunca amei ninguém. Nem a mim. Deviam ensinar amor nas escolas, porque matemática eu até consegui aprender depois de muito repetir. Vou tentando repetir amor, porque a “prática leva á perfeição” é o que minha avó dizia enquanto tentava enfiar a tabuada na minha cabeça: “três vezes sete, vinte e um. três vezes sete, vinte e um. três vezes sete, vinte e um. Repete menina, assim não esquece mais.” Nunca te amei, mas nunca te esqueci. Acho que te repeti demais. Como faz pra apagar depois que aprende? A perfeição de te amar eu não quero.
— Mas mesmo assim eu tentei dar beijos de língua no espelho e continuo mentindo meu nome pra quem pergunta. Daniella Leal.
(Source: flor-de-papel)
❝Você olha pra mim com cara de quem não me conhece. E eu te explico que não dar pra ser Sofia o tempo todo, homem, não dá. Porque eu também gosto de ser Maria, Natália, Miranda, Joana e até José, mas a minha vida não me permite o luxo de ser tudo ao mesmo tempo de uma vez só. É por isso que eu choro de noite com medo de amanhecer sozinha na cama, entende? Sempre me dá náuseas esse negócio de ser demais e muitas vezes, repetindo. Música que toca além da conta não te enjoa os ouvidos? Esse troca-troca me enjoa a alma que vem sentindo a sua falta por demais da conta. E nem assim você volta, mesmo com as minhas explicações meio inexplicáveis, porque eu sou muito pra sua cabeça lidar. Você pergunta quando é que eu vou deixar de ser complicada pra ser sua. E eu te respondo que pra ser sua, só sendo complicada. Porque sendo simples eu não existo e é assim mesmo. Então você me diz que só dá pra ter você quando eu conseguir, mas eu não consigo. E tudo bem não conseguir, tudo bem, você me explica. Quem é Maria, Natália, Miranda, Joana e até José, não vai ficar sem ombro pra poder chorar.
❝Eu tentei ser frio, mas você é tão quente que eu derreti.
❝Que Deus me proteja de gente má, cruel, invejosa. Mas, principalmente, de gente sem graça, sem sal, sem veneno, sem beleza e sem loucura.
❝Eu quero que você me pegue
Me abrace e me aperte
Me beije e me ame
E depois me mande embora
Que eu vou feliz da vida, amor
❝Eu iria te mostrar o que faço
Te mostrar o compasso
Da dança que tu não acompanhas mais
Eu iria dizer para vida
Que cambaleia ferida:
Haverá um dia, momento de paz.